2002. São José dos Campos. Apartamento da Vila Ipiranga. 13 anos.
Eu sempre chegava do colégio, almoçava e tinha que arrumar a casa. Nesse dia eu estava particularmente irritada e meus irmãos não paravam de pertubar.
Tomei uma decisão: tomei banho, me arrumei e saí de casa a pé. Não disse para onde ia. E nessa época eu não tinha celular.
Passei na casa de uma amiga (não me lembro se foi na da Polly ou na Dani) e fomos ao shopping. Tomamos sorvete, comprei um jeans e alguns incensos.
Eu sabia que as consequências por esse ato de sair e não avisar ninguém viriam...
Mas voltei para casa tranquilamente, disposta a enfrentar tudo e todos. Como eu já previa, meu pai estava me esperando na janela do quarto dele (morávamos no primeiro andar).
Subi como se nada tivesse acontecendo e, ao chegar em casa, ele já estava na porta me esperando. Logo começaram as perguntas: onde fui, com quem fui, o que fui fazer.
Respondi todas com firmeza e mostrei o que tinha comprado. Eu já esperava uma bronca quando ele disse 'Tem festa na empresa, vá se arrumar!'.
Foi a primeira vez que 'enfrentei' meu pai. Não houve desrespeito. Fiz o que deveria ser feito.
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