2002. São José dos Campos. Apartamento da Vila Ipiranga. 13 anos.
Eu sempre chegava do colégio, almoçava e tinha que arrumar a casa. Nesse dia eu estava particularmente irritada e meus irmãos não paravam de pertubar.
Tomei uma decisão: tomei banho, me arrumei e saí de casa a pé. Não disse para onde ia. E nessa época eu não tinha celular.
Passei na casa de uma amiga (não me lembro se foi na da Polly ou na Dani) e fomos ao shopping. Tomamos sorvete, comprei um jeans e alguns incensos.
Eu sabia que as consequências por esse ato de sair e não avisar ninguém viriam...
Mas voltei para casa tranquilamente, disposta a enfrentar tudo e todos. Como eu já previa, meu pai estava me esperando na janela do quarto dele (morávamos no primeiro andar).
Subi como se nada tivesse acontecendo e, ao chegar em casa, ele já estava na porta me esperando. Logo começaram as perguntas: onde fui, com quem fui, o que fui fazer.
Respondi todas com firmeza e mostrei o que tinha comprado. Eu já esperava uma bronca quando ele disse 'Tem festa na empresa, vá se arrumar!'.
Foi a primeira vez que 'enfrentei' meu pai. Não houve desrespeito. Fiz o que deveria ser feito.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Uma das poucas memórias
1991. São José dos Campos. Casa do Vista Verde. 3 anos.
Em nossa casa do Vista Verde tinha um baú cheio de brinquedos que ficava no meu quarto que dividia com meu irmão.Um dia minha mãe decidiu arrumar o tal baú. Levamos para o quintal. Era manhã de algum dia de semana.
Espalhamos todos os brinquedos pelo chão, maior bagunça. Mamãe achou um martelo de carne no baú. Não me pergunte o que ele estava fazendo lá. Ela pediu para que eu levasse até a cozinha.
Nosso quintal tinha o chão cheio de pedrinhas na parte onde não era gramado. Fui correndo até a cozinha levar o martelo de carne e, quando voltei (também correndo) me estatelei no chão. Sim, bem na parte das tais pedrinhas.
Abri o maior berreiro, escandalosa do jeito que era (sou). Minha mãe veio correndo, me pegou no colo e me levou pra dentro de casa. Nem tirou minha roupa e me colocou direto no chuveiro e lavou meus joelhos que estavam destruídos. Chorei como nunca (sempre).
Não me recordo do que aconteceu depois. Só me lembro que nesse dia fui com dois curativos gigantes no joelho pra escolhinha. Alguém me levou no colo, pois morávamos bem perto e eu ia a pé.
Em nossa casa do Vista Verde tinha um baú cheio de brinquedos que ficava no meu quarto que dividia com meu irmão.Um dia minha mãe decidiu arrumar o tal baú. Levamos para o quintal. Era manhã de algum dia de semana.
Espalhamos todos os brinquedos pelo chão, maior bagunça. Mamãe achou um martelo de carne no baú. Não me pergunte o que ele estava fazendo lá. Ela pediu para que eu levasse até a cozinha.
Nosso quintal tinha o chão cheio de pedrinhas na parte onde não era gramado. Fui correndo até a cozinha levar o martelo de carne e, quando voltei (também correndo) me estatelei no chão. Sim, bem na parte das tais pedrinhas.
Abri o maior berreiro, escandalosa do jeito que era (sou). Minha mãe veio correndo, me pegou no colo e me levou pra dentro de casa. Nem tirou minha roupa e me colocou direto no chuveiro e lavou meus joelhos que estavam destruídos. Chorei como nunca (sempre).
Não me recordo do que aconteceu depois. Só me lembro que nesse dia fui com dois curativos gigantes no joelho pra escolhinha. Alguém me levou no colo, pois morávamos bem perto e eu ia a pé.
Primeiro Washington
1996. São José dos Campos. Colégio Olavo Bilac. 1ª série do ensino fundamental. 7 anos.
Deve ter sido o primeiro amigo secreto que participei. Sorteamos os nomes e a tia Fernanda, minha professora junto com a tia Carol, disse para escrevermos uma cartinha para nosso amigo secreto sem nos identificarmos.
Comecei minha cartinha e logo veio a dúvida. Levantei minha mão com cara de choro e chamei a tia. Ela veio em minha mesa e eu disse baixinho: 'Não sei escrever o nome do meu amigo secreto!'. Com toda sua sabedoria, me respondeu: 'Você tirou o Washington?'. Eu confirmei que sim e logo ela anotou bem de leve em meu caderno o nome dele. E eu pude escrever minha cartinha.
Não me lembro qual presente dei para o tal do Washington. Mas quem me tirou foi a tia Fernanda. Ganhei uma bolsinha que vinha com um estojo com a mesma estampa. Usei durante muitos anos.
Deve ter sido o primeiro amigo secreto que participei. Sorteamos os nomes e a tia Fernanda, minha professora junto com a tia Carol, disse para escrevermos uma cartinha para nosso amigo secreto sem nos identificarmos.
Comecei minha cartinha e logo veio a dúvida. Levantei minha mão com cara de choro e chamei a tia. Ela veio em minha mesa e eu disse baixinho: 'Não sei escrever o nome do meu amigo secreto!'. Com toda sua sabedoria, me respondeu: 'Você tirou o Washington?'. Eu confirmei que sim e logo ela anotou bem de leve em meu caderno o nome dele. E eu pude escrever minha cartinha.
Não me lembro qual presente dei para o tal do Washington. Mas quem me tirou foi a tia Fernanda. Ganhei uma bolsinha que vinha com um estojo com a mesma estampa. Usei durante muitos anos.
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